Balcão do Músico

Música é a arte que se ouve...

TANIA RIBAS

TANIA RIBAS COMENTA SOBRE A FALTA DE CASAS DE SHOWS EM SALVADOR


Atualmente Salvador está passando por sérios problemas em relação ao que chamamos de show business.

A capital baiana, conhecida por sua música e alegria que contagia turistas do mundo inteiro, tem deixado a desejar no quesito “espaço para shows”.

Hoje, dois grandes locais na cidade tornaram-se “fixos” quando o assunto é festa.

O Parque aquático Wet’n Wild – Paralela que é nada mais nada menos do que uma área de piscina utilizada como casa de shows e entretenimento para comportar eventos de médio porte e o Parque de Exposições, onde acontecem grandes eventos como o Festival de Verão, vaquejadas e/ou gravações de DVDs etc.

Mas, se olharmos um pouco para o que se vê no eixo Rio / São Paulo, chegaremos a conclusão de que Salvador não possui boas casas de shows.

O que falta no show business baiano são espaços modulares para que haja evento de 1.000 a 15.000 pessoas.

Um ambiente altamente climatizado, fechado e com estrutura diferenciada tais como as casas Chevrolet Hall em Recife-PE, Via Funchal em São Paulo e a Vivo Rio no Rio de Janeiro.

Com isso, acabamos perdendo um pouco a oportunidade de assistirmos a grandes espetáculos.

Alguns artistas baianos não fazem shows em Salvador devido a essa tipo de problema, sentimos falta da presença de grandes bandas e cantores nacionais na nossa terra e que hoje permanecem centrados em outras grandes capitais do país.

O poder Público da cidade precisa lembrar que somos uma terra festeira e necessitamos de um bom espaço para eventos.

É de extrema importância a parceria entre Governo e empresariado, afinal de contas, só assim teremos boas casas noturnas em Salvador.

Deixem seus comentários e sugestões , quem sabe esta cena mude!

Atenciosamente,

Tania Ribas
(Promoter)
http://www.taniaribas.zip.net

Tags: casas, de, em, falta, salvador, shows

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TANIA RIBAS Comentário de TANIA RIBAS em 25 abril 2009 às 21:44
Oi Vinicius , tudo bem?
Obrigada pela sua opinião como sempre muito gentis
Eu lido há 10 anos com produção em Salvador e o que ouço de 90% da população é que a cidade naõ tem uma casa de shows que proporcione a nós promoteres de eventos e produtores (Sérios quiz dizer que trabalham com qualidade) possamos fazer um trabalho de qualidade e que este venha a proporcionar a este publico carente de um local um minimo de infra - estrutura e conforto , além de atrações musicais de alto nível .
Como eu disse a Luiz , não estou falando de barzinho e sim de Casas de Espetáculos como foi o Rock in Rio na época da sua inauguração
Abraços e obrigada pela sua participação
Tania Ribas
Vinicius Lago Comentário de Vinicius Lago em 25 abril 2009 às 12:39
Vou tentar contribuir mais um pouco:

Temos o hábito de ver as coisas de maneira simplista, e muitas vezes deixamos de lado os detalhes, e os detalhes somados, formam o todo.

Nas minhas andanças profissinais, fora da área cultural, percebi que cuturalmente, aqui em Salvador, temos o hábito de reconhecer o valor do produto material e, como sociedade, negamos o valor do serviço. Sempre achamos que o serviço é caro... seja em que área for.

Assim, do mecânico até o dentista, sempre reclamamos do preço... O garçom que trabalha em troca, muitas vezes de receber apenas os 10% que o cliente pode ou não aceitar pagar, pode ser surpreendido pelo patrão que paga apenas 5% e resolve se apropriar dos outros 5%. Eta uma verdade nas nossas casas noturnas, bares, barracas de praia... e esta mesma lógica é aplicada aos produtores de eventos, músicos e demais artistas.... falta respeito pelo profissional que dedica-se aos variados setores de serviços.

Bem, agora vamos ver o contexto básico deste tópico que a Tania levanta: "A FALTA DE CASAS DE SHOWS EM SALVADOR", listando fatos:

1 - Já vimos muitas casas com instalações própícias para acolher eventos envolvendo atrações com produção mais elaborada fecharem em Salvador.

2 - Já vimos algumas destas casas, trocarem a proposta de levar Cultura, e para sobreviver, diante da falta de regularidade da demanda, passarem a buscar produções simplórias e baratas(estas onde as músicas tocadas, servem apenas como de fundo para que o público possa beber e paquerar, sem absorver a música, melodia, etc..).

3 - Do outro lado, o mercado musical de Salvador tem 20 anos de uma tendência à monocultura, que sempre esta presente, nas apresentações, rádios e lares. Uma grande atração vem para a Bahia, mas, o show de abertura garante presença da nossa monocultura num percentual muito grande dos eventos. Isto fez gerar uma concentração de renda e oportunidades no mercado cultural. É certo que este fato, gerou oportunidade de visibilidade nacional a muitos artistas baianos, gerando emprego e renda, mas, limitou a capacidade da população do nosso Estado, que tende a ouvir e a consumir um único estilo musical, seja na comunidade pobre, das nossas encostas, ou no churrasco na cobertura de nossos endereços mais caros. Não é uma questão de classe social, é uma questão que nem sei como rotular, mas, perceptível facilmente nas nossas ruas e casas. Não significa que a música é ruim, mas, que a falta de diversidade não é saudável culturalmente e socialmente, ao meu ver.

Considerando estas afirmações que coloco acima, a Tânia está certa. Mas....

Temos ai, uma crítica do Luiz Rocha que considera os espaços abertos como uma solução... Eu acho que a observação, apesar de verdadeira, não representa uma resposta ao que Tânia levanta... Uma casa de Show, prevê serviços, atendimento e conforto que atrai um público diferenciado, que nem sempre está disposto a ficar de pé por horas, sem conforto, sob a mercê da falta de segurança ou possibilidade de ficar encharcado com uma chuva repentina.

Concordo com o Luiz que falta educação. Precisamos fazer as pessoas conhecerem de maneira mais ampla os estilos músicais, outros ritmos, outros artistas e conhecerem o valor social da música em todos os sentidos. Mas, este é o lado que podemos fazer crescer com projetos apresentados aos Editais que os Municípios, Estado e Governo Federal nos permitem propor.

Falta algo importante, que já citei anteriormente : Um estudo sério sobre a viabilidade do mercado de Cultura e Entretenimento, levando em conta fatores como Poder aquisitivo, educação, estacionamentos, segurança, sazonalidade do turismo... e aí, a Universidade pode ser um parceiro importante, e deste blog, pode sair um relatório a ser encaminhado aos orgãos competentes para que esta inquietação social, que afeta muitos profissionais, possa ser vista pelo poder público e por outras pessoas. Acho que, devemos fazer o discurso sempre culminar em uma ação concreta.

Então, não sendo político querendo agradar a todos, mas, avaliando cada opnião, aqui temos verdades diferentes que precisam ser consideradas.
TANIA RIBAS Comentário de TANIA RIBAS em 25 abril 2009 às 2:50
Oi Angel , só profissionais sérios entendem o que citei no tópico
Valeu sua opinião
Bjsssssssssssss
Angela Cristina Comentário de Angela Cristina em 22 abril 2009 às 21:33
Concordo com Tania, não adianta possuir casas que não diversifiquem
suas pautas ou assista a somente um determinado grupo. Acho que falta casas
sim...Sou houvesse casas estaríamos certamente trabalhando nelas....Sem dúvida!
Luiz Rocha Comentário de Luiz Rocha em 16 abril 2009 às 19:55
Olha, que eu saiba, para shows de grandes proporções de público, existe o Weten Wild e o Parque de Exposições. Existem também grandes espaços para realização de eventos como o Jardim dos Namorados (onde ocorreu o Motofest 2009 em frente ao Habibs), tem o costa verde Tenis Club e deve haver outros espaços que desconheço.
(OBS) Nem sempre para acolher grandes artistas, o espaço precisa ser grande também. Existem boas casas de shows como o Portela Café que fechou e agora reabriu, existe o Bahia Café, e muitos outros cantos bacanas, inclusive, acho até que o Dubliners Irish Pub, mesmo sendo pequinino, é um belo lugar para artistas de blues, Rock e outros gêneros que nessa cidade são considerados alternativos. Já fui à São Paulo e vi grandes shows de artistas bluseiros de nome em casas do mesmo tamanho ou pouco maior que o Dubliners e nem por isso deixou de ser considerado um "grande evento". A questão é que Salvador está um caos geral com muitos donos de bares que não sabem trabalhar e que na maioria das vezes terminam contratando "músicos" que não se dão o valor e cada vez mais esses "músicos" tomam espaço dos profissionais que passam a ser os errados da história. Pra mim tudo se resume na seguinte frase: Excesso de amadorismo de ambas as partes. Na minha opinião, só há uma forma para resolver isso : Investir pesado no setor da EDUCAÇÃO e CULTURA. Estou falando de medidas intensivas que só trarão resultados daqui a uns 6 anos.

Abraço à todos.
Kiko Nascimento Comentário de Kiko Nascimento em 15 abril 2009 às 8:29
Concordo com você em gênero, nº, e grau!
Eu estava comentando recentement, e isso com amigos meus.
Bandas que eu gosto vão até para capitais menores do nordeste, mas não vêm à Salvador devido aqui só possuir "espacinhos", geralmente transformados em "templos de pagode".

abração pra vocês.
TANIA RIBAS Comentário de TANIA RIBAS em 15 abril 2009 às 1:13
Oi Vinicius, tudo bem?
Obrigada por sempre colaborar com minhas postagens destacando seus pontos de vista para quem sabe possamos melhorar os problemas que cito acima
Abraços
Tania Ribas
Vinicius Lago Comentário de Vinicius Lago em 10 abril 2009 às 14:31
Tânia,

Concordo com você, só acho que o poder público pode até incentivar e apoiar, mas falta mesmo é um estudo de viabilidade, capaz de incentivar o empresariado a investir neste segmento na Bahia, principalmente em Salvador e RMS.

No passado, algumas iniciativas para manter casas noturnas de médio porte, notamente na orla, até ocorreram mas, por motivos diferentes as casas mais sofisticadas fecharam ou se renderam a oferecer o mesmo que a maioria, para custear o funcionamento.

Infelizmente, para ilustrar, o "French Quartier", é um exemplo de casa interessante de médio porte que se foi... e tem muitas outras no nosso passado recente.

Merecemos grandes casas noturnas, mas, merecemos mais ainda, um estudo de viabilidade econômica sério para o setor, para que não apenas uma casa exista e sim, um planejamento sério para o segmento de turismos, lazer e diversão. E isto, pode ser uma colaboração propria do meio acadêmico e do poder público. Fica a sugestão para uma boa Bolsa de Pesquisa Universitária.

O que é o Balcão do Músico


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O Objetivo é promover o trabalho de músicos, produtores culturais, luthiers, compositores, educadores e demais profissionais do ramo com um espaço interativo. Aqui somos livres para escolher o que tocar, o que ouvir e buscar novas alternativas à midia de massa limitada no conteúdo repetitivo.

Para colocar o portal www.balcaodomusico.com.br no ar contei com a ajuda do amigo Santiago Santarém na concepção e desenvolvimento e outros amigos e incentivadores, como o Professor Anibal Viegas da Unifacs que considerou o nosso trabalho inovador, permitindo a inclusão para os novos músicos e pequenos comerciantes, que podem usá-lo como patrocinadores de pequenos eventos e divulgar seus serviços.



Contamos com o apoio da FUNDAL - Fundação Antonio Almeida e Silva, atuante na área de Educação e Cultura, que nos apoia com equipamentos de Edição de vídeo, instalações e equipamentos de audio, se necessário.

Esta Comunidade foi criada para atender aos amigos que nos pediam um espaço mais interativo.

Contamos com você para que este espaço seja útil a muitas pessoas!

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Conheça os instrumentos Musicais, indicados para Educação Musical, projetados e construídos pelo Professor Roberto. Visite o site
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Criado por Vinicius Lago 7 Dez 2008 at 19:17. Atualizado pela última vez por Vinicius Lago 3 Ago.

A Música

Começamos a sentir a música no útero materno, nascemos e somos embalados pelas canções de ninar ao gosto dos nossos pais e dos valores musicais da cultura em que crescemos. Toda criança brasileira acaba mantendo contato ainda no berço com um chocalho, ou algo parecido que faz barulho e aguça a curiosidade. Vamos crescendo e temos músicas nas brincadeiras de criança, nos jogos eletrônicos, nas atividades escolares. Crescemos mais um pouco e temos nossa coleção de músicas preferidas que absorvemos… Continuar

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